Os bambus rangiam como portas que abre e fecham com o vento.

Reparti as reticências e fiquei te olhando, esperando que soubesse o que fazer das frases.

As palavras, né? No fundo elas não significavam nada e eu sabia disso. Sabia que a minha astúcia inocente só servia pra me engrandecer em vão, mas não pude resistir à vaidade quando não encontrei nada em mim pra me agarrar.

Não era sobre datas e partidas, não especulei o inevitável a esse ponto, mas qual as incertezas que não persistem em sustentar a sua essência? Ainda que não tivesse apreço, faria pouco caso dos cumprimentos, mas não queria perder nem o instante em que sumisse no horizonte.

Tinha dessas visões frequentemente, mas continuava correndo em círculos, remoendo a mesma trilha e ignorando a imediatez do inevitável.

Às voltas que o mundo não deu.

O que não é abstrato foge ao controle.

Era nada, era a iminência do silêncio aquela noite, não era mais do que notas que morrem no fim do seu tempo e a expectativa de um próximo compasso.

Estranhei os corredores, me observassem com receio ou me cuspissem como de costume, mas conspiravam em silêncio de fiéis expectadores um momento que lhes privei: demonstrei pressa e saí, deixando tudo, despercebido, ordinário.

Minha coleção de relógios parados insistem em me oprimir o tempo perdido.