Minhas fingições não me comovem mais: toda a minha verdade cabe numa fresta.

Nunca tive a esperança de sobreviver até o fim da minha desobediência.

 

Que fazer com o hábito de te procurar que são meus olhos?

Lancei mão de todo meu juizo, sucumbi. Guardo uma palavra. Pronto pra Elíseos e Tártaro, guardo tudo o que separa a vivalma do abismo: um último salto.

Bebemos o tinto do céu noite adentro até nos embriagarmos pelo embaraço das horas.

As hipóteses da noite são maus sonhos.

Era senão um amontoado de agoras sem procedência. Só a iminência de dizer, que são teus olhos, ou me bastaria com o seu aguardo.

Todo sofrimento é por todo o resto. 

Não percebe, Santiago, grande tolo, que teu orgulho é que te ofusca a resistência a tudo isso? Não percebe é que te oprime a geografia confusa das coisas?

Se pra não voltar a vê-lo mais, vou partir então com nada além de corpo e malas, que meu desejo é antes ardente na devoção de seu único agrado.